Que fotografias pedir a um fotógrafo de eventos corporativos?
As fotografias a pedir num evento corporativo dividem-se em cinco famílias: interação e networking, momentos do programa, momentos informais, visibilidade de marca e retratos. Um briefing que cubra as cinco — e que diga onde as imagens vão ser usadas — vale mais do que uma lista de trinta fotografias específicas.
Que fotografias deve pedir a um fotógrafo de eventos corporativos?
As fotografias a pedir num evento corporativo dividem-se em cinco famílias: interação e networking, momentos do programa, momentos informais, visibilidade de marca e retratos. Um briefing que cubra as cinco evita a falha mais comum — terminar o dia com um arquivo cheio de palco e vazio de pessoas.
A razão para pensar por famílias, e não por lista fechada de fotografias, é prática: durante um evento nada acontece exatamente pela ordem prevista. Um fotógrafo que sabe que tem cinco tipos de momento a cobrir adapta-se ao que o dia lhe der. Um fotógrafo agarrado a uma lista rígida de trinta fotografias falha metade e cumpre a outra metade mal.
As secções seguintes explicam o que cada família inclui e para que serve depois — porque a pergunta útil não é quais as fotografias que quero, mas onde é que estas imagens vão ser usadas nos próximos doze meses.
Que fotografias de networking e interação deve pedir?
As fotografias de interação são as que mostram pessoas a falar umas com as outras sem repararem na câmara: networking e conversas espontâneas, interações naturais entre participantes, quadros seniores com convidados e parceiros, equipas em interação com visitantes, e público a interagir com ativações e experiências.
São as mais pedidas pelos clientes da Lens Teller Pro e, ao mesmo tempo, as mais difíceis de obter. Exigem que o fotógrafo se torne invisível e leia a sala — antecipar onde vai acontecer uma conversa, aproximar-se sem a interromper, e disparar antes de alguém olhar para a lente.
Servem para aquilo que a empresa precisa de comunicar depois: que o evento gerou ligações reais. Uma sala cheia fotografada de longe prova presença. Duas pessoas a rir a meio de uma conversa prova valor.
Que momentos do programa não podem faltar?
Do programa, as fotografias que não podem faltar são o orador em palco, o painel de debate, a plateia atenta e as suas reações, as perguntas do público, e a entrega de prémios ou os momentos de reconhecimento.
Estas são as fotografias com hora marcada — e por isso as que mais dependem de planeamento e menos de sorte. O fotógrafo precisa de saber com antecedência quem sobe ao palco, quando, e qual é o momento que a empresa quer mesmo ter registado. Um prémio entregue dura quinze segundos e não se repete.
A plateia merece uma nota à parte: é a fotografia mais esquecida no briefing e uma das mais usadas depois. Sem ela, o material fica com oradores a falar para o vazio, o que comunica exatamente o contrário do que se pretendia.
Como se fotografam os momentos informais sem os estragar?
Os momentos informais — coffee break e pausas, riso genuíno e emoção real, cumprimentos e boas-vindas, cocktail, jantar e gala, acolhimento e credenciação — fotografam-se à distância e com teleobjetiva, para que as pessoas não alterem o comportamento.
A regra é simples: assim que o fotógrafo é notado, o momento informal deixa de existir. O que vem a seguir são sorrisos para a câmara, que são precisamente aquilo que estas fotografias não deviam conter.
O acolhimento e a credenciação costumam ficar de fora do briefing por parecerem logística. São, ainda assim, o primeiro contacto do participante com o evento, a prova visual de que estava bem organizado, e o único ponto por onde passa quase toda a gente.
Como garantir que a marca fica visível nas fotografias?
Para que a marca fique visível é preciso pedi-lo explicitamente: detalhe e visibilidade de marca, ativações de marca e experiências, demonstrações de produto, e planos gerais do espaço e da montagem.
A visibilidade de marca não acontece por acaso. Um fotógrafo concentrado nas pessoas produz imagens excelentes onde o logótipo nunca aparece — e a empresa fica sem nada para usar em comunicação institucional ou em relatórios de patrocínio.
O plano geral do espaço é frequentemente subvalorizado e tem uma função específica: é a fotografia que dá escala. Serve para abrir um artigo, uma apresentação ou uma publicação, e é a única que mostra o investimento feito na montagem antes de a sala se encher de gente.
Havendo patrocinadores envolvidos, isto deixa de ser uma questão estética e passa a ser contratual — as marcas presentes esperam prova fotográfica da sua visibilidade, e essa prova tem de ser pedida antes do evento, não procurada no arquivo depois.
Vale a pena aproveitar o evento para fazer retratos corporativos?
Sim: um evento reúne num único dia e no mesmo sítio pessoas que de outra forma seria difícil juntar, o que o torna a ocasião mais eficiente para produzir retratos corporativos individuais, retratos de equipa e fotografia de grupo da empresa.
O formato mais prático é um estúdio montado no local, num espaço adjacente à sala principal. Com poucos minutos por pessoa obtêm-se headshots profissionais para LinkedIn e site, retratos de administração e direção, e retratos consistentes para toda a equipa — com a mesma luz e o mesmo fundo, que é precisamente o que falta à maioria das empresas.
A alternativa é o retrato em ambiente de trabalho, feito no espaço real em vez de contra um fundo neutro. Comunica outra coisa: contexto em vez de neutralidade. As duas abordagens coexistem bem, e a escolha depende de onde as imagens vão ser usadas.
Um aviso prático: os retratos exigem tempo dedicado e um espaço reservado. Não se fazem em simultâneo com a cobertura do evento sem que uma das duas coisas sofra. Se são para acontecer no mesmo dia, têm de estar no programa.
Como escrever o briefing para o fotógrafo?
Um bom briefing fotográfico cabe numa página e responde a quatro perguntas: onde vão ser usadas as imagens, que momentos são obrigatórios, quem são as pessoas que não podem faltar, e qual é o alinhamento do dia.
A primeira é a mais importante e a mais esquecida. Um evento fotografado para o site e para o LinkedIn não é coberto da mesma maneira que um evento fotografado para um relatório de patrocínio. Dizer o destino das imagens vale mais do que listar cinquenta fotografias.
Quanto às pessoas: identificar quem é o CEO, quem são os convidados de honra e quem representa os parceiros evita o erro mais caro de todos — chegar ao fim do dia sem uma única fotografia decente de quem mais importava.
Na Lens Teller Pro este alinhamento é feito antes do evento, e inclui uma decisão que raramente se antecipa: o que tem prioridade quando dois momentos importantes acontecem ao mesmo tempo. Um fotógrafo não pode estar em duas salas, mas pode saber de antemão qual das duas escolher.